Descupinização

O nome cupim é de origem Tupi, mas no restante do mundo são conhecidos por térmites, termo dado pelos romanos “termes” que significa verme de madeira.

Como toda a praga para que se realize um bom trabalho de controle, apenas o tratamento químico não é o suficiente é importante outros tipos de manejos que ajudarão em todo o processo de controle de cupins.

O primeiro grande passo de um tratamento de cupim é a realização de uma boa e minuciosa vistoria no local ou peça a ser tratada. O segundo passo importante do controle é a identificação da espécie infestante, pois isso será determinante para a escolha da técnica de controle a ser utilizada.

Imersão – É um tratamento aconselhável quando se deseja tratar um grande número de peças, principalmente as de pequenas dimensões. A madeira deve estar previamente limpa, seca e livre de impermeabilizantes. Como a velocidade com que a madeira absorve o preservativo decai com o tempo, não há grande vantagem em que a imersão se prolongue durante muito tempo. Por isso o tempo poder ser limitado em cerca de 1 a 3 minutos. Durante o tratamento as peças devem ser totalmente submersas. Nos intervalos prolongados entre os tratamentos, o recipiente utilizado para imersão deve permanecer coberto para evitar a evaporação do solvente e a queda de impurezas no seu interior. Depois de retirada a madeira do banho, deixa-se escorrer o excesso de calda e coloca-se a peça para secar a sombra, em ambiente seco e bem ventilado. Nestas condições, as peças provavelmente estarão novamente secas e prontas dentro de 24 a 48 horas.

Pulverização – É indicada para peças grandes, substituindo à técnica de pincelamento, pois sua principal vantagem é a rapidez de execução, apesar do gasto de calda ser maior. Para a maioria das situações é recomendado o uso de pulverizadores manuais que possam fornecer fluxo contínuo de calda em baixa vazão. O excesso de produto que escorre para a base, caindo no piso, pode ser recolhido com um pano e passado em outras áreas, ainda a serem tratadas. Para este tipo de pulverização é recomendado o uso de bico leque e deve-se efetuar a aplicação por camadas, sempre de cima para baixo.

Pincelamento – Este processo é indicado para peças que não podem ser imersas, como peças de grandes dimensões, peças fixas, etc. A madeira deve estar previamente limpa, seca e livre de impermeabilizantes. O preservativo deve ser cuidadosamente pincelado e as peças tratadas devem ser colocadas à sombra, em local seco e bem ventilado, para a secagem. A aplicação do preservativo deve ser abundante, principalmente, nas regiões de topo, ou seja, nas superfícies perpendiculares às fibras. A secagem deve ocorrer num período de 24 a 48 horas.

Injeção – Este tratamento é utilizado no tratamento curativo de regiões internas de mobílias complexas, constituídas de várias peças de madeira, com muitas junções ou espaços vazios no seu interior que podem ter sido causados pelos insetos (cupim ou broca). Inicialmente estas regiões críticas devem ser perfuradas com brocas de pequeno diâmetro (4 a 8 mm) e a calda deve ser injetada, de forma a atingir as superfícies inacessíveis aos demais tipos de tratamento. A injeção da calda pode ser executada com seringas hipodérmicas ou injetores manuais, utilizando o pulverizador manual. Nem sempre esse tratamento é eficaz, pois os cupins vedam os caminhos e a injeção pode não ter pressão suficiente para a ruptura dos mesmos.